468x60 Ads

sábado, 17 de agosto de 2013

Brasil terá centro de certificação de hardware para evitar espionagem

Por Leonardo Müller em 16 de Agosto de 2013

Brasil terá centro de certificação de hardware para evitar espionagemEquipamento de rede utilizado no Brasil passará a ser certificado. (Fonte da imagem: Reprodução/Portal 91)
Além de anunciar o lançamento de um satélite de uso exclusivo do governo para comunicações, o Brasil deve montar, até 2014, um centro de certificação de hardware que possa evitar a utilização de equipamentos que tenham qualquer brecha de segurança capaz de possibilitar espionagem. A medida é mais uma ação do governo para impedir que casos como os denunciados por Edward Snowden de espionagem norte-americana no país voltem a acontecer.
Esse centro de certificação deve funcionar mais ou menos como a Anatel quando homologa aparelhos celulares, por exemplo, para a utilização no Brasil. Uma instituição que selecione equipamentos seguros para serem utilizados em redes brasileiras se mostra necessária porque a indústria nacional ainda não consegue produzir todo o hardware que é utilizado nessas estruturas. Assim, não há como o governo obrigar todos os fabricantes a seguir determinado padrão nas linhas de montagem.
O chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, general Sinclair Mayer, fez o anúncio da criação desse centro de certificação em uma audiência pública na Câmara dos Deputados nesta semana, considerando que a instituição traria mais segurança para o país nesse sentido.

Marco Civil da Internet mais avançado

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, também participou da audiência pública e disse ter certeza que os EUA fazem um monitoramento de dados na internet muito mais profundo que apenas a coleta de metadados. Por conta disso, o ministro sugeriu que o Marco Civil da Internet seja mais avançado nesse sentido.
Uma das mediadas que poderia ser incluídas nesse marco civil, segundo Bernardo, é a obrigação para empresas de internet armazenarem seus dados em data-centers em solo nacional. Assim, companhias como Google e Facebook teriam que manter estruturas de rede no Brasil, longe do alcance dos EUA. O ministro cita como exemplo a Alemanha, que decretou uma medida semelhante após ser informada da espionagem norte-americana por lá.

Tentativas de invasão dos data-centers do governo

O diretor do Departamento de Segurança da Informação e Comunicações (Dsic), Raphael Mandarino Júnior, comentou na audiência sobre alguns dados de tentativas de invasão e roubo de informações dos data-centers do governo. Segundo ele, são algo em torno de 2,1 mil incidentes por hora analisados por sua equipe. Fora isso, cerca de 60 casos mais graves são encaminhados para um pessoal especializado resolver. Sendo assim, não é possível ignorar as ameaças de espionagem.
O diretor do Dsic comentou ainda que seu departamento, em parceira com a Agência Brasileira de Inteligência, tem desenvolvido algoritmos de segurança tão eficientes que já estão em uso há 12 anos sem nunca terem sofrido qualquer quebra de código, mantendo as redes do governo em segurança.


Leia mais em: TecMundo



sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Atenção: 4 motivos para você não fazer download de arquivos DLL na internet

Por Ana Paula Pereira em 12 de Agosto de 2013

Evite baixar DLLs de páginas da internet!(Fonte da imagem: iStock)
Há pouca coisa mais frustrante do que você fazer a instalação de um programa que estava louco para testar e começarem a surgir erros na tela. Normalmente, quando o problema envolve uma DLL que esteja faltando, nosso primeiro instinto é procurá-la na internet e armazená-la no computador para que possamos, finalmente, usufruir do aplicativo em questão.
No entanto, esse é um comportamento perigoso que pode colocar a máquina em risco e deveria ser evitado. Neste artigo, separamos algumas das razões pelas quais pode não ser uma boa ideia recorrer a uma DLL de terceiros quando há esse tipo de problema no computador. Porém, vamos começar com uma breve explicação sobre o que é esse tipo de arquivo.

O que é DLL?

DLL é a sigla para “Dynamic Link Library” e se trata de uma biblioteca dinâmica que contém dados que podem ser acessados por mais de um programa instalado no computador. Eles são compostos por sub-rotinas armazenadas em disco que podem ser carregadas na memória e executadas quando um aplicativo realiza o seu acesso.
Uma DLL pode conter código, dados ou recursos (ícones, fontes, cursores, entre outros). Assim, há DLLs para as mais variadas funções, como efetuar o gerenciamento de memória para um aplicativo ou abrir uma janela de mensagem no sistema. Um aplicativo pode conter vários desses arquivos, fazendo com que as suas funções fiquem modularizadas no SO.
Dessa maneira, você pode fazer uma atualização de um programa no Windows em vez de ser necessário remover e instalar novamente a aplicação sempre que houver uma modificação por parte do desenvolvedor. Além disso, quando vários aplicativos utilizam uma mesma biblioteca de funções, o emprego de DLLs reduz a duplicação do código carregado pelo computador.
Tal fato exerce influência no desempenho tanto do software em execução em primeiro plano quanto de as outras aplicações abertas no Windows, fazendo com que tudo fique mais rápido.

Por que não baixar?

Abaixo, apresentamos alguns dos principais motivos pelos quais você deve evitar buscar uma DLL em um site quando encontrar esse tipo de erro.

1. A DLL pode ser parte do problema

Quando você faz uma instalação malsucedida, a falta de uma DLL envolvida comumente é um dos primeiros erros apontados, o que não quer dizer que seja o único. Como as DLLs são apenas partes dentro de um programa, ao baixá-las e fazer a instalação você pode estar resolvendo apenas uma parcela de um problema maior.
A DLL é parte do problema(Fonte da imagem: iStock)
Mesmo que instalar a DLL resolva a questão, essa pode ser uma condição temporária, fazendo com que outros erros ocorram posteriormente (inclusive, entre eles, a falta de outras DLLs). O ideal é que você tente corrigir esse tipo de situação reinstalando o programa que possui o arquivo ou uma versão diferente dele, que esteja mais atualizada ou compatível com a versão do Windows utilizada no seu computador, por exemplo.
Dessa forma, você possui uma chance maior de não haver mais problemas relacionados à instalação do programa. Caso a reinstalação do aplicativo não faça uma reparação ou a substituição da DLL sobre a qual você recebeu erros, uma alternativa é buscar o suporte técnico ou o fórum oficial do desenvolvedor em busca de uma solução.

2. Não há garantia da qualidade do arquivo

As DLLs são desenvolvidas, normalmente, pelo responsável pelos softwares. Assim, você vai encontrar esse tipo de arquivo produzido tanto pela Microsoft quanto por diversas outras empresas. Então, o cenário mais comum é que as DLLS sejam criadas como parte do pacote de instalação de um programa.
A qualidade não é garantida(Fonte da imagem: iStock)
Apenas o desenvolvedor do aplicativo pode ser capaz de garantir uma versão estável, segura e sem qualquer tipo de modificação da DLL de que você precisa. Assim, você não tem qualquer garantia de que a instalação vai resolver o problema quando a fonte não é a empresa responsável pela aplicação.

3. Os arquivos podem estar desatualizados

Este tópico tem a mesma premissa do anterior. Como um site de DLLs não é uma fonte aprovada pelo desenvolvedor do software, há uma grande chance de o arquivo estar completamente desatualizado. Por isso, se você baixar uma DLL em um site que não seja o do desenvolvedor do programa, ela pode simplesmente não ser compatível com a versão do programa que você está utilizando.
Da mesma maneira, ela pode estar desatualizada com relação ao Windows e não ser mais capaz de funcionar como deveria, o que não vai resolver o seu problema. Aqui também cabe uma observação: há DLLs que são compartilhadas por vários programas instalados no computador. Por isso, às vezes é possível que você receba um erro relacionado a uma DLL quando estiver utilizando um aplicativo e a causa ser a incompatibilidade por parte do desenvolvedor da aplicação com esse arquivo especificamente.
Para ilustrar esse tipo de ocorrência, podemos citar jogos para o computador. Uma atualização no DirectX pode modificar várias DLLs e fazer com que uma delas deixe de ser compatível com um programa, por exemplo. O arquivo em questão é fornecido pela Microsoft e, enquanto ele pode estar perfeitamente ajustado ao software ao qual pertence, nem sempre é o caso para aplicações de terceiros que o utilizavam em regime de compartilhamento.

4. Há risco de alteração na DLL

Dificilmente um site de DLLs seja uma fonte realmente confiável, tanto que a maior parte deles não possui sequer um setor de contato. Assim, não há qualquer responsabilidade referente ao conteúdo distribuído na página. Logo, quando você baixa uma DLL vinda de uma fonte que não seja totalmente confiável, ela pode estar contaminada.
Há risco de contaminação(Fonte da imagem: iStock)
Dessa forma, é possível que você baixe uma DLL contendo um vírus, o que pode resultar em problemas para o computador caso o seu antivírus não seja capaz de detectar a ameaça. Além disso, você também corre o risco de obter uma DLL alterada, que deixe o seu computador vulnerável a invasões.
Ambos são riscos que você corre ao instalar uma DLL de uma fonte duvidosa. Logo, o melhor, como já citado, é sempre evitar esse tipo de ação.

Se eu não posso baixar, o que fazer?

O ideal é que você localize o problema real, que provavelmente não é somente a falta de uma DLL. Como o sistema reporta um erro até que algo o resolva, mesmo que temporariamente, a instalação de uma DLL pode ser apenas uma solução temporária. Caso você não saiba o que fazer, é possível encontrar guias na internet que reportam erros semelhantes e obter uma solução.
Além disso, você sempre pode buscar fóruns sobre o programa e ver se alguém teve o mesmo problema e como fez para resolvê-lo. Da mesma forma, você pode procurar o suporte técnico ou um contato no site do desenvolvedor para esclarecer quaisquer dúvidas ou dificuldades que você esteja enfrentando.


Leia mais em: TecMundo



quinta-feira, 15 de agosto de 2013

"Ok, Glass": testamos os óculos inteligentes da Google

Por Tiago Alcantara Silva em 14 de Agosto de 2013

(Fonte da imagem: Divulgação/Google)
Poucos gadgets atraíram tanta atenção dos amantes da tecnologia no último ano quanto oGoogle Glass. Os óculos desenvolvidos pela companhia de Mountain View foram anunciados em 2012 e, desde então, têm despertado interesse por todo o mundo.
Uma das grandes mudanças trazidas pelo produto é ser um computador que você pode vestir. Analistas apostam que o Glass tem potencial para ser tão revolucionário para esse novo mercado quanto o iPhone foi para a explosão dos smartphones.
O Tecmundo testou o cobiçado gadget e vai deixar você por dentro das características do produto que está empolgando os amantes da tecnologia.
(Fonte da imagem: TecMundo)

A experiência: um passo na direção do futuro

O conceito que deu origem ao Glass é o hands free (“mãos livres”, em tradução livre). A ideia do gadget é mudar o eixo de atenção, deslocando a tela das mãos dos usuários para a posição do olhar – com informações no formato de cartões – em um display que flutua acima do campo de visão natural.
Dessa forma, as pessoas devem trocar a posição encurvada, típica dos donos de smartphones, por um ligeiro levantar de cabeça. Isso significa também que, quando desligada, a tela em formato de prisma do Glass não atrapalha a visão durante uma conversa frente a frente com outra pessoa. Quer dizer, a não ser pelo fato de que você estar vestindo óculos com um display na frente do olho direito.
A experiência inicial é intrigante, a princípio, você não sabe o que fazer para ativar o Glass. Por outro lado, a curva de aprendizado é rápida à medida que a curiosidade vai aumentando. Podemos afirmar, com certeza, que não leva mais do que poucas horas para os óculos se tornarem, ao menos, próximos do normal.
(Fonte da imagem: TecMundo)
Para ligar o aparelho, é preciso levantar a cabeça ou passar o dedo pela haste direita, que é sensível ao toque. Depois que tela aparece na sua frente, é preciso falar as palavras de comando (a famosa expressão “Ok, Glass”) para que os óculos comecem a ter utilidade.

O mundo através do Glass

Vestindo o Google Glass, é possível visualizar informações previamente carregadas no aparelho (compromissos, ações na bolsa, postagens em redes sociais), tirar fotos, gravar vídeos e reproduzir conteúdo captado.
Desconectado, o gadget serve como uma câmera capaz de fotografar e gravar a forma como seu dono vê o mundo. Algo bem ao estilo dos jogos em primeira pessoa, só que em uma experiência de vida real. Vale lembrar que a conexão permanente com a internet não é necessária.
Por outro lado, é quando tem acesso à internet que o aparelho abre novas possibilidades, tornando-se mais interessante e informativo. A conexão com o Glass pode ser feita por meio de redes WiFi ou usando um smartphone como ponte para o sinal 3G. Outra informação essencial sobre o Glass: é obrigatório o pareamento (conexão) com um celular via Bluetooth.
Foto tirada com o Glass: óculos faz a vida parecer um game FPS (Fonte da imagem: TecMundo)
O smartphone serve como uma central de informações, ao mesmo tempo em que permite a inserção e transferência de dados para os óculos. Para conectar o Glass a uma rede sem fio, por exemplo, é preciso informar a senha usando o aplicativo MyGlass (disponível para dispositivos a partir do Android 4.0.3).
Por meio do aplicativo, você pode visualizar a mesma tela que está sendo exibida no prisma do Glass. A internet é estável e as informações aparecem com velocidade depois de uma busca simples.
As especificações liberadas pelo Google até agora sobre o aparelho são as seguintes:
  • Tela translúcida com resolução de 640x360 pixels (equivalente a uma tela de alta resolução de 25 polegadas);Touchpad de plástico sensível ao toque;
  • Câmera de 5 megapixels;
  • Grava vídeos com qualidade de 720p;
  • Condução de áudio pela mandíbula (não há fones);
  • WiFi - 802.11b/g;
  • Bluetooth;
  • 16 GB de memória total (12 GB de memória disponível) e possibilidade de sincronizar o conteúdo para armazenamento na nuvem;
  • Bateria: duração de um dia de uso moderado;
  • Conexão microUSB.
Entre as características do Glass, uma delas chama a atenção: o áudio é reproduzido dentro da sua cabeça por meio de vibrações. A tecnologia de indução de som via mandíbula é realmente surpreendente: você pode escutar o áudio dos vídeos gravados ou de um clipe no YouTube sem que as pessoas em volta percebam ou escutem nada.
Apesar da nitidez do som na reprodução, isso não significa que os óculos podem roubar o lugar do iPod. O Glass claramente não foi feito para isso e a falta de um player embarcado no aparelho mostra que essa não é a preocupação da Google.
Em compensação, dá para perceber que há um foco no compartilhamento de experiências. Em dois toques você pode postar uma foto ou vídeo nas redes sociais, o que pode causar alguns acidentes (ou vários) envolvendo Twitter, Facebook e Instagram no início do uso.

Você manda, mas não “conversa”

De certa forma é possível entender o aparelho como a materialização do Google Now: cards com informações aparecem e somem na frente da sua vista toda a vez que o sistema da gigante das buscas achar conveniente.
(Fonte da imagem: Divulgação/Google)
Ainda não é possível configurar os óculos para que essas notificações não apareçam literalmente “do nada”. Por exemplo, após cerca de dez minutos de testes para o Tecmundo, o Glass combinou informações de localização (captadas pelo GPS do celular), horário (por volta das 21h) e preferências de navegação para sugerir locais próximos para tomar um café, fazer um happy hour e até mesmo comer uma pizza.
As ações possíveis no gadget devem aumentar conforme o desenvolvimento de novos aplicativos para ele. O reconhecimento de voz é capaz de diferenciar sotaques e funciona bem, já que a “conversa” com o aparelho é limitada a um conjunto de ordens básicas. Ao contrário da Siri (Apple), os óculos assistentes da Google não vão contar piadas para você.
Por enquanto, após o “Ok, Glass” é possível:
  • Tirar uma foto;
  • Gravar um vídeo;
  • Procurar um termo no Google;
  • Iniciar uma chamada ou hangout;
  • Enviar um email;
  • Mandar uma mensagem SMS;
  • Navegar na internet (com a nova função Explorer).
Outras funções, como a reprodução de vídeos e visualização de postagens em redes sociais, precisam que você use os dedos para fazer a rolagem dos cartões de informação na haste sensível ao toque.

Design e funcionalidade

Uma coisa que quem veste óculos normais sabe é que os modelos não valem a pena se a função é prejudicada por uma armação pesada ou se o grau da lente é inadequado. Nesse sentido, é possível afirmar que o design dos óculos é feito pensando mais no que se quer expressar para as pessoas “do lado de lá”. Não que a preocupação estética não exista, mas ela não é o foco principal.
No caso dos óculos inteligentes projetados pela Google, o design e a funcionalidade seguem a mesma linha, com a diferença de que as lentes chegam a ser irrelevantes. O gadget é entregue com uma lente escura e outra transparente. Entretanto, é possível usar o Glass como se ele fosse uma espécie de tiara. A haste de titânio traz resistência e leveza ao acessório, evitando incômodos até para quem não está acostumado a vestir óculos. Sem as lentes, o Glass pesa apenas 42 gramas.
(Fonte da imagem: TecMundo)
Conferindo alguns protótipos anteriores do aparelho, dá para perceber o quanto os engenheiros da Google refinaram o produto para torná-lo menos invasivo possível. A má notícia para quem precisa de óculos para enxergar é que o Glass ainda não vem com um kit de lentes corretoras. Nesses casos, as lentes de contato são necessárias.
Há informações de que a Google ainda não se decidiu entre um kit com as lentes para usuários com algum tipo de problema ou o ajuste de foco automático da tela. No futuro, é possível que o usuário tenha apenas que informar qual o seu problema de visão e o prisma do aparelho ajustará o foco de maneira automática.
Apesar da possibilidade de “corrigir” um problema de vista, um dos calcanhares de Aquiles do Glass pode estar em outro lado: ainda não é possível afirmar que o aparelho não deixará seus usuários estrábicos, por exemplo.

Pontos fracos

Por falar em deficiências, o Glass sofre do mesmo mal que os smartphones: a bateria. Apesar da informação divulgada pela Google de que o dispositivo é capaz de suportar um dia inteiro de uso moderado, os testes feitos pelo Tecmundo apontam para uma estimativa menos atraente: cerca de 1 hora e 20 minutos de gravação em alta definição consomem quase toda a vida do aparelho.
Para garantir um pouco mais a duração da bateria, a Google programou seu dispositivo para hibernar após poucos segundos sem uso. A medida ajuda a prolongar a vida do dispositivo, mas pode causar um pouco de confusão nos novatos.
Criado para armazenar experiências de vida sob o olhar do dono, não é estranho que o Glass se torne algo extremamente pessoal. Entretanto, o usuário corre o risco de que a navegação pelo conteúdo armazenado no aparelho reflita o bombardeio de informações que recebemos todos os dias. Em outras palavras, pode ser uma tarefa impossível encontrar fotos tiradas no dia anterior em meio à avalanche de cartões mostrados no display.
Mesmo não sendo propriamente um dispositivo para reprodução de arquivos multimídia, outra aplicação que faz falta é um player. Só está disponível a visualização de vídeos feitos com o Glass ou conteúdo acessado no YouTube via navegador. Por enquanto, nada de mandar a seleção de músicas favoritas do Black Sabbath diretamente para dentro do seu ouvido via mandíbula.
Quando o assunto é a navegação na internet, também fica a expectativa de que o recurso receba atenção especial da Google antes do lançamento do Glass para o público final. Do contrário, os desenvolvedores de páginas terão que ser tão minimalistas quanto a gigante de Mountain View para mostrar conteúdo nos óculos do futuro.

Do outro lado do prisma

— Esse é o Google Glass?
— É sim.
— Nossa... Mas... O que ele faz? Posso usar?
Claramente, o Google Glass vai incitar novas discussões sobre privacidade e etiqueta de uso. Passear por um lugar movimentado, como a Avenida Paulista (uma das mais famosas de São Paulo), é uma experiência curiosa. Além dos olhares de estranhamento, o acessório provocou diversas paradas. Em menos de cem metros tivemos várias conversas como a relatada acima.
As pessoas ainda devem definir se o acessório será ou não aceito no cotidiano. Diversos bares já proibiram o uso do gadget e ainda não há uma legislação específica para o novo aparelho.

O futuro do Glass

Desenvolvedores afirmam que novos pacotes para o sistema do aparelho são constantes. O aplicativo de câmera já teve seis atualizações. Considerada uma função nova, a navegação na internet já vai para sua oitava versão. Tudo isso comprova que o produto Google Glass ainda precisa de refinamentos e até mesmo de um concorrente à altura para que o seu desenvolvimento e o mercado deslanchem.
Conversando com fontes do mercado, a expectativa de chegada do Glass para o mundo dos consumidores é para o final de 2014, nos Estados Unidos. O preço estimado deve ficar entre US$ 900 e US$ 1.500 (preço pago pelos donos da versão Explorer). Porém, há rumores de que ele possa chegar ao mercado norte-americano por US$ 299.
Por enquanto, os óculos são um vislumbre do que o futuro nos reserva e marca o salto gigantesco dado pela companhia que nasceu como um simples um indexador de sites para buscas na internet. Sem tirar conclusões definitivas, é seguro afirmar que o Glass é um passo confortável em direção a um futuro de pós-humanismo, quando partes não biológicas vão fazer parte dos seres humanos. Obviamente, aceitar a ideia de cara não é para qualquer um.


Leia mais em: TecMundo



quarta-feira, 14 de agosto de 2013

10 formas de manter os cabos dos eletrônicos organizados em casa

Por Vinicius Karasinski em 13 de Agosto de 2013



Hoje em dia, é comum termos um grande número de aparelhos eletrônicos em casa. Televisor, DVD, aparelho de som, receptor de TV a cabo, video games, computador, impressora, mouse, teclado, cabo de rede.... ufa! A lista parece não ter fim.
Junto com cada um desses equipamentos, vem uma infinidade de fios e cabos de diversos tamanhos que acabam criando muita confusão embaixo das mesas. Eles ficam acumulados nos cantos juntando poeira e enroscando em tudo, além de deixar o ambiente com um visual desorganizado.
Nós elaboramos uma lista com algumas dicas simples mas inteligentes para você organizar todos os fios dos seus aparelhos eletrônicos. Vamos lá?
10 formas de manter os cabos dos eletrônicos organizados em casa [vídeo]Não acha que já está na hora de organizar os cabos do seu computador? (Fonte da imagem:Reprodução/HivizMe)

Preparando-se para a organização

Antes de iniciar o processo de organização dos cabos, é importante definir as prioridades. Para que o serviço seja feito de modo eficiente, é preciso seguir alguns passos importantes. Veja:
  • Determine a posição fixa dos equipamentos na sua mesa;
  • Verifique se todos os cabos conectados são necessários;
  • Procure etiquetar todos os cabos para saber qual é qual.
10 formas de manter os cabos dos eletrônicos organizados em casa [vídeo](Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

1. Diminua o tamanho de cabos sempre que for possível

Cabos de rede, de energia e até mesmo de som podem ser cortados ou substituídos para facilitar a organização. Fios menores são mais fáceis de organizar, além de facilitar o trabalho.
10 formas de manter os cabos dos eletrônicos organizados em casa [vídeo](Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

2. Organizador para fios flexível

Esse organizador de fios flexível pode ser encontrado em praticamente todas as lojas de material de construção e até mesmo em lojas de utilitários diversos. O seu uso é muito simples: basta juntar todos os fios e enrolar a serpentina em torno deles. O visual fica excelente, sem contar a facilidade para montar e desmontar o conjunto na hora de substituir algum componente.
10 formas de manter os cabos dos eletrônicos organizados em casa [vídeo](Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

3. Abraçadeiras de nylon

Esse método é um dos mais simples de todos. Tudo o que você precisa fazer é unir todos os cabos que deseja organizar e fixá-los com várias abraçadeiras de nylon. O único problema deste método é que, na hora de substituir algum componente, você precisará cortar as abraçadeiras e refazer toda a organização.
10 formas de manter os cabos dos eletrônicos organizados em casa [vídeo](Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

4. Canaleta com canos de PVC

Se você precisa organizar apenas os fios e cabos do seu computador, investir em uma canaleta específica talvez seja exagerado para resolver o seu problema. Entretanto, você pode utilizar um pedaço de cano de PVC para esse propósito.
10 formas de manter os cabos dos eletrônicos organizados em casa [vídeo](Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)
O que você precisa fazer é medir o tamanho do tubo, certificando-se de ter espaço suficiente para que todos os fios caibam dentro dele. Depois, basta abrir a lateral do cano, de modo que você possa remover os fios quando for necessário.
Feito isso, você pode fixar essa nova canaleta na lateral da mesa ou até mesmo na parede, deixando os cabos bem escondidos.
10 formas de manter os cabos dos eletrônicos organizados em casa [vídeo](Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

5. Encurtador de cabos em forma de “osso”

Os cabos que não podem ser cortados podem ter o seu tamanho diminuído com esse simples acessório. Trata-se de um suporte em forma de “osso”. Nele, você pode enrolar o fio no meio e travá-lo nas extremidades, transformando qualquer cabo de tamanho exagerado.
10 formas de manter os cabos dos eletrônicos organizados em casa [vídeo](Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)
O ideal é que você utilize um material firme e flexível, como borracha ou EVA, mas um pedaço de papelão ou plástico também poderá dar conta do recado.
10 formas de manter os cabos dos eletrônicos organizados em casa [vídeo](Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

6. Rolo de papel-toalha

Nem sempre os cabos que precisam de organização estão sendo utilizados no momento, e é muito provável que você tenha uma gaveta — ou caixa — com um emaranhado sem fim de fios, cabos USB, carregadores de celular e cabos de vídeo. Encontrar alguma coisa ali dentro pode ser uma tarefa tão trabalhosa que muita gente prefere simplesmente comprar um cabo novo.
Para organizar esses fios você pode utilizar a parte interna de um rolo de papel toalha, ou até mesmo de papel higiênico. Basta posicionar os rolos lado a lado, criando uma espécie de “colmeia de abelhas”. Depois, é só colocar os fios ali dentro para ter acesso a eles facilmente.
10 formas de manter os cabos dos eletrônicos organizados em casa [vídeo](Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

7. Organizadores de fios com grampos de papel

Caso você tenha um notebook na sua mesa de trabalho, possivelmente também tem conectados a ele um mouse e talvez até mesmo um teclado. Além disso, o cabo de energia dele e outros cabos USB também podem estar presos ao equipamento.
Se você remover o computador da mesa, precisará reconectar todos os fios mais tarde, e muito provavelmente todos estarão caídos embaixo da mesa. Que tal acabar com esse problema, criando suportes para os fios?
Pegue alguns grampos de papel e remova um dos ganchos. Agora é possível passar os fios por dentro para, então, remontar o gancho de papel. Com isso, basta prender o grampo na lateral da mesa. Faça isso com todos os fios e nunca mais você precisará se enfiar embaixo da mesa para recolher os cabos que caíram.
10 formas de manter os cabos dos eletrônicos organizados em casa [vídeo](Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

8. Caixa de sapato como estação de carregamento

O grande número de dispositivos móveis que utilizamos todos os dias rende um grande número de carregadores. Organizar tudo isso pode não ser uma tarefa muito prática, e um jeito simples de resolver esse problema é criar uma estação de carregamento.
Sua confecção é simples. Imagine que você tenha dois carregadores. Pegue uma caixa de sapatos e faça dois furos pequenos na parte da frente, grandes o suficiente apenas para garantir que a ponta dos carregadores passe por ali. Dentro da caixa você coloca um filtro de linha pequeno, com os dois carregadores conectados.
Pronto! Agora tudo o que você precisa fazer quando quiser carregar a energia do seu gadget é puxar o fio para fora. Ao terminar, basta empurrá-lo para dentro novamente e deixar tudo escondido quando não estiver sendo utilizado.
10 formas de manter os cabos dos eletrônicos organizados em casa [vídeo](Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

9. Painel perfurado

Os painéis perfurados são geralmente utilizados para o armazenamento de ferramentas, pois o seu design permite que objetos de tamanhos variados possam ser adaptados. Caso você não tenha nenhum disponível, pode criar um modelo que atenda às suas necessidades.
10 formas de manter os cabos dos eletrônicos organizados em casa [vídeo](Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)
Tudo o que você precisa fazer é pegar um papelão bem grosso, um pedaço de madeira ou até mesmo a tampa lateral de um gabinete. Basta fazer alguns furos e prender os equipamentos como modem, roteador, filtro de linha e cabos utilizando algumas abraçadeiras de nylon. Depois, é só posicionar o painel na parte de trás da mesa para manter tudo organizado e com fácil acesso.
10 formas de manter os cabos dos eletrônicos organizados em casa [vídeo](Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

10. Organizar os cabos de modo decorativo

Como nem sempre é possível esconder os cabos, por que não assumir a sua existência de uma vez e transformá-los em objetos de decoração? Essa medida é simples e criativa e pode resolver muitos problemas de uma só vez.
10 formas de manter os cabos dos eletrônicos organizados em casa [vídeo](Fonte da imagem: Reprodução/LifeHacker)
Imagine que o televisor está na parede e o video game abaixo dele, sobre um rack. Para evitar que os fios fiquem pendurados, basta utilizá-los para criar desenhos na parede.
Outra possibilidade é utilizar o fio da TV a cabo, por exemplo, como se fosse o caule de uma flor e colar “folhas” em torno dele.


Leia mais em: TecMundo