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segunda-feira, 8 de abril de 2013

7 mitos de tecnologia detonados

Por Wikerson Landim em 5 de Abril de 2013

Volta e meia ouvimos um comentário ou lemos em algum lugar alguma “afirmação” tecnológica. Por mais que não exista nenhum embasamento, muitas vezes aquele conhecimento é visto por nós como sendo tão comum que acabamos tomando-o como verdade, sem nunca questionar se de fato a informação procede e se toda a verdade foi dita no comentário.
Separamos neste artigo alguns mitos que são encarados por muitos como verdade, seja por falta de uma explicação coerente ou mesmo pelo simples fato de que nos acostumamos a acreditar que tudo o que sempre ouvimos era verdade absoluta. Você é capaz de dizer qual delas é verdade ou mentira?

1) Satélites espiões estão nos vigiando do espaço

7 mitos de tecnologia detonados(Fonte da imagem: Reprodução/NASA)
Sua paranoia não é real. Por mais que realmente existam satélites no espaço colocados em órbita com o simples propósito de espionagem, eles não são capazes de identificar exatamente quem você é e o que está fazendo. E isso acontece por conta de uma limitação tecnológica.
Por mais que eles “busquem”, é impossível para um satélite conseguir imagens com qualidade suficiente para a leitura da placa de um carro ou mesmo reconhecer o rosto de uma pessoa. Tudo o que veríamos, nesse caso, seriam apenas borrões pixelizados.

2) Você não pode usar seu celular em um posto de gasolina

7 mitos de tecnologia detonados(Fonte da imagem: Reprodução/SPAdvogados)
Um estudo realizado entre 1994 e 2005, em diversas partes do mundo, analisou incêndios em 243 postos de gasolina. Nenhum deles foi provocado pelo uso de celular. Porém, o medo de que a radiação eletromagnética sirva como um gatilho e induza algum tipo de corrente existe, ao menos na teoria.
Para que aconteça um incêndio, é preciso que a força de uma bateria seja capaz de criar uma chama ou uma faísca, algo que os componentes de baixa voltagem de um smartphone dificilmente vão conseguir fazer. Em muitos lugares o aviso de advertência já nem existe mais, mas, pelo sim e pelo não, muitos ainda acabam mantendo o alerta.

3) Raio X de aeroportos estragam equipamentos eletrônicos

7 mitos de tecnologia detonados(Fonte da imagem: Reprodução/Anachronist)
Ao passar as suas bagagens pelo raio X do aeroporto, a máquina emite uma espécie de radiação eletromagnética. Para muitos, isso é o suficiente para fazer com que os aparelhos eletrônicos, por alguma razão, sofram interferência e estraguem com facilidade.
Se você pensa assim, pode ficar tranquilo. A radiação recebida tem uma intensidade tão pequena que não é suficiente para afetar o conteúdo do seu disco rígido ou dos cartões de memória da sua câmera. Ou seja: você pode continuar transportando os seus equipamentos sem maiores precoupações.

4) Quanto mais megapixels, melhor será a foto

7 mitos de tecnologia detonados(Fonte da imagem: Reprodução/Blogging)
Quando as câmeras digitais começaram a chegar ao mercado, mais pixels faziam diferença. Em baixas resoluções, o número menor de pixels podia ser facilmente percebido por qualquer pessoa. Entretanto, depois de um certo ponto, essas diferenças começaram a se tornar “imperceptíveis” para o ser humano a olho nu.
Uma foto em 7 megapixels é suficiente para ser impressa com boa qualidade em uma página de tamanho A3 (29,7 cm x 42 cm). Por isso, há outros fatores para ficar de olho e que influenciam no resultado final das fotos, como a qualidade das lentes, o tamanho do sensor CCD e, é claro, a habilidade do fotógrafo.

5) Usar celular durante o voo pode causar interferências

7 mitos de tecnologia detonados(Fonte da imagem: Reprodução/American Airlines)
Ao entrar em um avião, antes da decolagem você ouve a orientação de que é preciso desligar os aparelhos eletrônicos durante os procedimentos de subida e descida. Existe um risco teórico de que aconteça alguma interferência e, apenas por conta disso, sugere-se que os passageiros desliguem os seus dispositivos.
Mesmo DVD Players, que são permitidos, podem, hipoteticamente, interferir nos equipamentos de comunicação de uma aeronave. Pelo sim e pelo não, as companhias aéreas preferem se precaver e não fazer parte de uma possível estatística de acidentes por conta de dispositivos eletrônicos ligados.

6) Uma senha supercomplexa é mais segura

7 mitos de tecnologia detonados(Fonte da imagem: iStock)
Que tal criar uma senha que misture letras, números e caracteres especiais de forma tão aleatória que ninguém será capaz de adivinhar? Muitas pessoas têm esse pensamento, na expectativa de que com isso estarão mais protegidas de possíveis ameaças.
A verdade é que senhas supercomplexas não garantem mais segurança, pelo contrário. Muitas vezes senhas mais simples, com palavras aleatórias, podem representar maior segurança no caso de uma tentativa de invasão. Assim, em vez de usar algo como “3aIXx4kii”, prefira “amendoim-sapato-grampos”. As chances de alguém descobrir essa combinação são menores e provavelmente você não vai se esquecer dela.

7) Fechar os apps no celular faz com que a bateria dure mais

7 mitos de tecnologia detonados(Fonte da imagem: Reprodução/ThinkStock)
Não importa qual é o sistema operacional do seu aparelho. Certamente, ao longo do dia, você acaba abrindo diversos aplicativos no celular. Porém, quando você “pula” de um aplicativo para outro, a sensação que se tem é que ele ficou aberto no meio do caminho.
Por conta disso, muitos têm o costume de encerrar os processos de cada um deles manualmente, visando economizar um pouco da bateria. Se você faz isso com esse objetivo, pare agora mesmo: isso não vai resolver em nada. O sistema operacional suspende automaticamente a execução dos apps em segundo plano, de forma que eles não são responsáveis por consumir mais ou menos bateria.
A exceção fica por conta de alguns poucos aplicativos, como o Google Maps, que utiliza o GPS e outras configurações em segundo plano e segue drenando a bateria.
Fonte: How It Works - Edição 45

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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Dura realidade: como é um dia de trabalho em uma fábrica de eletrônicos

Por Douglas Ciriaco em 2 de Abril de 2013

Dura realidade: como é um dia de trabalho em uma fábrica de eletrônicosLinha de produção da Foxconn na China. (Fonte da imagem: Reprodução/Daily Mail)
Se você viu o filme “Tempos Modernos”, escrito, dirigido e estrelado pelo cineasta e ator britânico Charles Chaplin, então já tem uma ideia aproximada de como é a rotina de um trabalhador de uma grande fábrica de eletrônicos.
Em alguns países asiáticos nos quais são produzidos diversos tipos de eletrônicos para diferentes grandes marcas, a vida imita a arte de Chaplin. E a arte de Chaplin, aliás, já imitava a vida, pois sua obra, lançada em 1936, faz uma forte crítica às condições de trabalho nas linhas de produção após a Revolução Industrial.
Mais de 75 anos depois, a realidade de trabalhadores em algumas partes do mundo não é tão diferente daquela criticada pelo cineasta britânico. Rotinas exaustivas, assédio moral, salários baixos e más condições de alimentação e moradia são algumas das características básicas em complexos industriais enormes que se espalham pela China.

“Você só precisa obedecer”

Um traço marcante dos grandes complexos industriais que produzem eletrônicos é a imposição da autoridade, algo que beira o militarismo. Em setembro de 2012, a agência de notícias chinesa Shangai Evening Post enviou um repórter infiltrado à linha de produção da Foxconn, a maior fabricante de eletrônicos do planeta e principal fornecedora da Apple, para descobrir mais sobre a rotina dos trabalhadores.
Nos oito dias em que permaneceu lá dentro, o jornalista (que não teve a sua identidade revelada) tirou fotos e sentiu na pele a rotina de trabalho de um funcionário da companhia. A pressão para cumprir a meta de produção anual de 57 milhões de iPhones é reforçada o tempo todo com um regime que lembra muito o de um treinamento militar.
Dura realidade: como é um dia de trabalho em uma fábrica de eletrônicosRotina de operários da Foxconn lembra a do personagem de Chaplin no cinema. (Fonte da imagem:Reprodução/Tempos Modernos)
Segundo a reportagem chinesa, o supervisor do novo grupo de funcionários do qual fazia parte o repórter infiltrado deixou bem clara a relação entre ambos ali logo de cara: “Quando deixa o laboratório, não há tecnologia avançada, você precisa apenas obedecer às instruções”.
Vale lembrar que as sedes da Foxconn são verdadeiras cidadelas cravadas em várias partes da China. Elas contam com alojamentos, cozinhas, enfermarias e até mesmo algumas opções de entretenimento para as horas vagas — ou seja, o funcionário permanece no complexo mesmo fora de seu horário de trabalho. Ao todo, a companhia emprega na China cerca de 1,4 milhão de pessoas.

Regime militar

A cartilha de instruções da Foxconn para seus novos trabalhadores também dá um peso grande às punições: enquanto conta com apenas 13 políticas de recompensa, apresenta incríveis 70 políticas de penalização para punir qualquer tipo de “deslize” que um funcionário venha a cometer.
O programa de televisão francês “Envouyé Especial” mostrou um pouco da realidade das fábricas da Foxconn também por meio de pessoas infiltradas — a empresa não autoriza a entrada de jornalistas.
A reportagem, que ganhou o sugestivo título de “e-Germinal: no inferno das usinas chinesas”, uma referência ao romance “Germinal”, escrito pelo francês Émile Zola e que retratava as péssimas condições de trabalho nas minas de carvão da França no século XIX, afirma que “insultos são cotidianos e os dormitórios, insalubres”.
Dura realidade: como é um dia de trabalho em uma fábrica de eletrônicosCamas dos alojamentos da Foxconn não parecem nada confortáveis. (Fonte da imagem: Reprodução/Daily Mail)
O que confirma as revelações feitas pelo jornalista chinês infiltrado: em uma foto publicada por ele, é possível ver “triliches” de ferro amontoados nos alojamentos, todos equipados com colchões que mais se parecem com uma fina folha de madeira.

O instrutor que guia os funcionários em seus primeiros dias na companhia teria afirmado que o tratamento duro dispensado a eles seria algo benéfico. “Vocês podem se sentir desconfortáveis com a maneira como nós os tratamos, mas tudo isso é para o seu próprio bem”.

Pressão psicológica

Além das más condições de alojamento, de sofrer insultos, de morar em quartos com grades nas janelas e de ter que trabalhar por 10 horas todos os dias, a pressão psicológica se abate como um todo sobre os trabalhadores da Foxconn, que também é responsável pela fabricação dos consoles Xbox 360, da Microsoft.
O jornalista chinês infiltrado na companhia relata que o laboratório onde os trabalhadores produzem o iPhone conta com um aviso. Nele, lê-se que a demissão é imediata caso o detector de metais identifique anéis, brincos, câmeras, MP3 players ou qualquer outro dispositivo metálico.
Dura realidade: como é um dia de trabalho em uma fábrica de eletrônicosQuartos com grades: alojamentos se parecem com uma prisão. (Fonte da imagem: Reprodução/Daily Mail)
Quando o assunto é a saúde, a pressão não é muito diferente. Segundo o repórter infiltrado, a enfermaria da planta na qual ele se encontrava contava com apenas um médico, que cuidava de quatro a cinco pacientes de uma só vez. Ao questionar a enfermeira sobre o auxílio-medicamento ao qual ele teria direito, ela apenas respondeu de modo grosseiro: “Pergunte ao seu chefe”.
O cinismo por parte dos supervisores também deve causar algumas reações negativas em meio aos trabalhadores. Quando a parte traseira do iPhone 5 chegou às mãos dos montadores do setor no qual o repórter chinês estava trabalhando, o supervisor ressalta que eles “deveriam estar honrados com a oportunidade” de produzir o novo smartphone da Apple.

Práticas recorrentes

Mas nem só de produtos da Apple se alimentam as péssimas condições de trabalho das fabricantes de produtos eletrônicos. Além do fato da Foxconn também produzir equipamentos da Microsoft, outras companhias do gênero — também presentes na China ou em Taiwan — passam pelo mesmo problema.
A Samsung é alvo recorrente das críticas de órgãos que observam as condições de trabalho em grandes fábricas. A China Labor Watch (CLW), uma dessas instituições, denunciou no final de 2012 que empregados de fornecedoras da empresa sul-coreana trabalhavam até 16 horas por dia, com apenas uma folga mensal.
Dura realidade: como é um dia de trabalho em uma fábrica de eletrônicosRotinas degradantes de trabalho não é exclusividade da Foxconn. (Fonte da imagem: Reprodução/Daily Mail)
De acordo com um relatório da CLW que envolvia dez fábricas que trabalham para gigantes da tecnologia como IBM, Dell, Philips, Microsoft, Apple, HP e Nokia, divulgado em julho de 2011, os funcionários de tais fábricas recebiam baixos salários, o que lhes obrigava a realizar horas extras para complementar a renda.
“O número de horas extras cumpridas mensalmente pelos operários varia entre 36 e 160”, sendo que “nenhuma fábrica cumpre estritamente a legislação de trabalho da China”, que limita a 36 horas extras a quantidade máxima a ser realizada por um trabalhador. Além disso, as jornadas de trabalho que vão de 10 a 14 horas, que podem variar de acordo com a necessidade de incrementar a produção.

Baixos salários e suicídios

Em janeiro de 2012, uma notícia surpreendente dava conta de que 300 funcionários da Foxconn, da linha de produção do Xbox 360, ameaçaram suicídio coletivo caso seus salários não fossem aumentados. Após terem negado o pedido de aumento, o grupo se dirigiu ao topo do prédio e permaneceu lá por dois dias, mas foi convencido a não levar o ato adiante pelo prefeito da cidade.
Em 2010, de acordo com uma matéria publicada pelo site italiano Linkiesta, 14 funcionários da Foxconn cometeram suicídio em protesto contra a baixa remuneração e as condições de trabalho degradantes a que estavam submetidos.
A empresa prometeu rever suas políticas salariais e de horas de trabalho, mas, de acordo com aSacom (sigla em inglês para Estudantes e Acadêmicos Contra o Mau Comportamento Corporativo), a promessa não foi cumprida. A Sacom realizou mais de 120 entrevistas com trabalhadores da Foxconn, que garantiram “continuar sendo obrigados a fazer hora extra” ao mesmo tempo em que o “estilo militar de gerenciamento” continuava.

E no Brasil?

O Brasil vem se destacando no cenário econômico mundial e, com isso, nosso enorme mercado de eletrônicos atrai grandes fábricas de eletrônicos. A controversa Foxconn é uma delas, mas outras empresas de capital asiático também começam a instalar fábricas por aqui.
Um estudo divulgado no final de 2011, realizado em conjunto pelo sociólogo Ricardo Antunes e pelo procurador do trabalho José Fernando Ruiz Maturana, joga um pouco de luz sobre as condições de trabalho nesses locais. Segundo a dupla de pesquisadores, o emprego de tecnologia nas linhas de produção não significa necessariamente melhoria das condições de trabalho.
Dura realidade: como é um dia de trabalho em uma fábrica de eletrônicosFábrica da Foxconn em Judiaí, São Paulo. (Fonte da imagem: Folhapress)
“Não é verdade que o incremento tecnológico traz melhores condições de trabalho. Frequentemente ele intensifica, frequentemente ele precariza. A tecnologia introduzida no mundo produtivo e de serviços visa ao aumento de produtividade e acaba tendo uma tendencialidade para ou desempregar ou intensificar ou precarizar [o trabalho]”, garante Antunes, que é professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
E Maturana, da Procuradoria Regional do Trabalho (PRT) da 15ª Região, complementa: “A tecnologia está aí para desenvolver o aspecto econômico da atividade. Nós não estamos tendo uma tecnologia sendo desenvolvida para a melhoria da saúde e a segurança do trabalho ou para o conforto do trabalhador”.

Um problema vindo da Ásia

Para Jair Santos, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, o problema das más condições está diretamente relacionado ao aumento dos casos de doenças do trabalho. Ele ainda afirma que os problemas ocorrem principalmente com empresas vindas da Ásia para o Brasil.
“Eles [empresários oriundos de países asiáticos] vêm de uma realidade em que o trabalhador não tem nenhum direito, só tem deveres. A legislação só protege a indústria. E, quando chegam ao Brasil, querem implementar a filosofia de produção, como querem trabalhar nas mesmas condições de legislação e salário que têm nos seus países de origem”.
Dura realidade: como é um dia de trabalho em uma fábrica de eletrônicos(Fonte da imagem: Gizmodo)
Em Jundiaí (SP), local onde foi instalada uma fábrica da Foxconn com 6 mil funcionários, a companhia também recebe críticas. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, os trabalhadores locais da companhia realizaram protestos por questões que iam de transportes superlotados a jornadas de trabalho longas e falta de planos de carreira.

Um funcionário da prefeitura de Jundiaí garante que os protestos por parte dos trabalhadores são novos na região. “Greves não são comuns por aqui. O problema parece envolver apenas a Foxconn”, relatou à publicação.
A legislação trabalhista no Brasil é, de longe, bem mais rígida do que é na China, o que garante — ou deveria garantir — melhores condições de trabalho. Mas é claro que casos isolados podem acontecer, bem como problemas de ordem pessoal no ambiente de trabalho. De qualquer modo, dá para afirmar que no Brasil não há (pelo menos por enquanto) um problema generalizado nesse sentido.


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terça-feira, 2 de abril de 2013

Lei "Carolina Dieckmann" entra em vigor amanhã


Por Wikerson Landim em 1 de Abril de 2013

Lei (Fonte da imagem: Shutterstock)
A partir desta terça-feira (2) entra em vigor a Lei 12.737 de 2012, popularmente conhecida como “Lei Carolina Dieckmann” por conta do vazamento de fotos íntimas da atriz que coincidiu com a aprovação do projeto de lei no ano passado. Pela primeira vez, o Código Penal passa a contar com artigos que punem crimes cometidos na internet.
A lei foi proposta pelo deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) e surgiu com uma alternativa à “Lei Azeredo”, que tratava sobre o mesmo tema, mas recebeu diversas manifestações contrárias na internet por cercear algumas liberdades dos usuários na rede.

O que muda?

A partir de agora, violar equipamentos e sistemas, estejam eles conectados ou não à internet, com a intenção de destruir informações ou instalar mecanismos que tornem o sistema vulnerável passa a ser crime. As penas, nos casos menos graves, variam de três meses a um ano de prisão, além de multa. No caso de invasão para obtenção de informações eletrônicas privadas e segredos comerciais ou industriais a pena pode chegar a até dois anos.
O jurista Luiz Flávio Gomes, em entrevista ao site Olhar Digital, destacou que o texto aprovado está longe de ser perfeito. Ele questiona, por exemplo, pelo menos 104 termos delicados no texto, que podem dar margem para questionamentos, atrasando os processos. Além disso, por serem crimes que dependem de perícia, as infrações precisam ser comprovadas pela polícia, o que pode não ser uma boa ideia.
“A polícia só descobre 8% dos homicídios no Brasil, então ela tem que ser mantida longe dos crimes de informática. Ela não tem estrutura para isso. O Instituto de Criminalística de São Paulo está um caco! A polícia não tem como atuar agora com a internet”, destacou o jurista.
Fonte: Olhar Digital
Leitor colaborador: Ivan lima


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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Anatel libera operadoras de celular para bloquearem aparelhos piratas

Por Wikerson Landim em 29 de Março de 2013
Anatel libera operadoras de celular para bloquearem aparelhos piratas(Fonte da imagem: Reprodução/Folha de S.Paulo)
As operadoras de celular estão autorizadas pela Anatel a bloquearem as chamadas originadas por celulares piratas. A medida entrará em vigor no início de 2014 e, até lá, as operadoras terão que implantar um sistema tecnológico que permita o bloqueio de chamadas originadas de aparelhos clandestinos.
Segundo um levantamento realizado pela Anatel, pelo menos 20% das linhas habilitadas no país são capazes de realizar chamadas clandestinas. O objetivo da medida é garantir a segurança dos clientes que, com isso, estariam menos expostos a riscos de radiação bem como de explosão da bateria dos aparelhos. A Agência Nacional de Telecomunicações espera ainda que o bloqueio dos aparelhos piratas sirva para aumentar a qualidade das chamadas.

Entenda o bloqueio

Celulares, smartphones, phablets e tablets saem de fábrica com um número de registro chamado IMEI. Ele funciona da mesma forma que o RG de uma pessoa ou o chassi de um carro, ou seja, é o seu número de identificação. O chip habilitado pela operadora também possui um código único, chamado IMSI.
Quando o aparelho é ligado, a operadora tem acesso aos números de IMEI e IMSI, o que permite identificar quem está falando e qual aparelho esta pessoa está utilizando. Um cadastro nacional de IMEIs brasileiro será criado e cruzado com o dos chips, o já existente cadastro dos IMSIs.
Dessa forma, quando o cliente estiver realizando uma chamada, será possível à operadora identificar se o aparelho é legítimo ou não. Assim, os celulares “sem RG” poderão ser banidos de forma automática. Como o cadastro é mundial, o mesmo vale para aparelhos comprados no exterior, que vão funcionar normalmente no país.
Fonte: Folha de S.Paulo
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